domingo, 18 de dezembro de 2011

Nanotocnologia e suas novidades


NANOTECNOLOGIA AJUDA A CRIAR ROUPA AUTOLIMPANTE
Tecido mata bactérias e não precisa ser lavado com freqüência.
Empresas de artigos esportivos estão de olho na alternativa !

O desenvolvimento da tecnologia pode trazer alívio àqueles que não são adeptos a rituais de higiene, como colocar suas roupas suadas para lavar e trocar peças íntimas regularmente. Uma alternativa já utilizada nos Estados Unidos, por exemplo, permite que militares em combate utilizem a mesma cueca durante semanas, sem que elas precisem ser trocadas.

Com o uso da nanotecnologia -- manipulação de elementos em níveis moleculares --, cientistas da Força Aérea norte-americana conseguiram criar uma espécie de capa que remove suor e sujeira dos tecidos. A novidade desenvolvida por cientistas militares já foi licenciada pela empresa britânica Alexium, que deve levar as roupas autolimpantes para civis em até um ano. Essa alternativa levou cinco anos e consumiu US$ 27,2 milhões para ser criada.

“A principal área para o uso da tecnologia é a de artigos esportivos. Já estamos negociando com as maiores empresas desse setor”, afirmou John Almond, diretor da Alexium ao jornal britânico “Telegraph”. Ele acredita que essas novidades podem estar disponíveis no mercado em um ano e devem adicionar “apenas algumas libras esterlinas” no preço final dos produtos.

Os tecidos autolimpantes repelem líquidos e podem, inclusive, matar bactérias que ficam no suor e dão mau cheiro às roupas. Por isso, a freqüência de lavagem dessas peças pode ser muito menor do que aquela necessária considerando as peças tradicionais.

A Força Aérea iniciou o desenvolvimento dessa alternativa com o objetivo de oferecer proteção aos combatentes em guerras biológicas -- a tecnologia poderia matar anthrax e também outras bactérias utilizadas como arma. Em testes, os militares também utilizaram cuecas com esse tecido, que não precisam ser trocadas durante semanas.

Segundo o jornal “Telegraph”, a tecnologia utiliza nanopartículas nas fibras das roupas – de tão pequenos, esses elementos não podem sequer ser vistos com microscópios tradicionais; um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro. Essas nanopartículas contêm elementos químicos que não podem ser aplicados diretamente aos tecidos e que repelem líquido, sujeira e bactérias. Com isso, a capa de proteção é formada, criando as roupas autolimpantes.

Esta é a nanotecnologia ao nosso favor !



A nanotecnologia começa a fazer parte da fabricação de tecidos. A grife italiana Fila de produtos esportivos lançou no Brasil uma linha de roupas hightech. São camisetas, shorts, bonés, jaquetas, entre outros artigos, produzidos com tecnologias que ajudam na prevenção do câncer de pele e inibem odores desagradáveis ocasionados pela proliferação de bactérias durante a prática esportiva.

As novas linhas leva a nanotecnologia de íons de prata. A confecção passou por um tratamento antiodor em que os tecidos - poliamida e poliéster - são impregnados com partículas ultrafinas de prata.

Segundo a empresa, todas as peças possuem proteção permanente e evitam o odor desagradável, a descoloração e as manchas. Além de acabar com os micróbios, a nanotecnologia garante o prolongamento da vida útil do produto.

Outra tecnologia indispensável nos dias atuais é a proteção contra os raios solares. Maiores causadores de câncer de pele, os raios UV ultrapassam os tecidos comuns e agridem a pele, principalmente das pessoas que precisam se expor ao sol por um tempo prolongado, como no caso de maratonistas e tenistas. Para essas pessoas, os produtos da Fila possuem uma tecnologia especial que bloqueia os raios nocivos do sol por até dez horas de exposição, dependendo da fibra, cor e estrutura.